segunda-feira, 20 de junho de 2011

Como agem os negociadores da polícia

Saiba como agem os negociadores da polícia
Conhecer o perfil dos bandidos é parte fundamental da negociação

Adriana Caitano e Fernanda Nascimento

O caso das mulheres mantidas reféns em uma casa de Brasília na manhã desta terça-feira traz à memória cenas de situações semelhantes que terminaram em tragédia. Em 2008, a estudante Eloá Pimentel foi morta em São Paulo após cem horas de sequestro. O mesmo fim teve a professora Geisa Gonçalves, refém no ônibus 174, no Rio de Janeiro, em 2000.

O desfecho de uma situação como essa depende muito do perfil dos bandidos e do método de ação dos policiais. Em Brasília, apesar dos momentos de tensão, não houve mortes e os criminosos se entregaram após cerca de seis horas de negociação - que, além dos policiais, contou com apoio de familiares dos homens.

Procedimentos - Quando um sequestro é detectado, a Polícia Militar aciona um gabinete de crise. O primeiro passo, segundo o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Rio de Janeiro Paulo Storani, é isolar a área, o que foi feito em Brasília. Os moradores das casas vizinhas foram retirados do local assim que os policiais chegaram.

Após o isolamento, os agentes envolvidos no gerenciamento de crise – neste caso, foram oitenta – são divididos entre o grupo de negociadores, que conversam diretamente com os sequestradores para saber a motivação do crime; o de inteligência, que analisa o histórico dos criminosos; e o de ações táticas, preparado para as ações policiais.

“Essa modalidade de roubo interrompido, em que não há exigências específicas, é a mais fácil e com probabilidade de terminar bem, pois não há motivação passional e eles não haviam planejado manter reféns. Só o fizeram porque a polícia chegou”, explica Paulo Storani.

Perfil - A psicóloga Júnia de Vilhena, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), que é especialista em violência, destaca que a análise do perfil dos sequestradores é essencial para o sucesso da operação. “É necessário saber a idade deles, se estão assustados ou agressivos e, principalmente, se estão drogados, pois isso faria com que eles perdessem qualquer elemento de racionalidade.”

Paulo Storani explica que o grupo de inteligência está preparado para buscar fatos sobre os envolvidos que possam influenciar na negociação. “É preciso observar a ficha criminal deles – extensa, no caso dos criminosos de Brasília. Se algum já cometeu um homicídio, poderá agir de forma brusca e violenta em algum momento”, diz. “A história também não deve ser prolongada demais para não dar a oportunidade de os criminosos quererem fama, o que acontece em muitos casos.”

As exigências feitas pelos bandidos devem ser, na medido do possível, atendidas. Os sequestradores de Brasília pediram a garantia de que teriam a integridade física preservada. “Isso pode ser resolvido com a presença de uma autoridade, como o secretário de segurança, que vai reforçar a garantia”, sugere Júnia. Para Storani lembra que tudo deve ser feito com cautela: “A vida é o foco principal. Em primeiro lugar a dos inocentes, em segundo a dos policiais e em terceiro a dos sequestradores”.

domingo, 12 de junho de 2011

Gestão por Resultados!

Em uma cidade do interior, viviam duas mulheres que tinham o mesmo nome:

Flávia. Uma era freira e a outra taxista.

Quis o destino que morressem no mesmo dia. Quando chegaram ao céu,São Pedro as esperava.

- O teu nome?

- Flávia

- A freira?

- Não, a taxista..

São Pedro consulta as suas notas e diz:

- Bem, ganhastes o paraíso. Leva esta túnica com fios de ouro. Pode entrar.

A seguinte....

- O teu nome?

- Flávia

- A freira?

- Sim, eu mesma..

- Bem, ganhastes o paraíso... Leva esta túnica de linho. Pode entrar.

A religiosa diz:

- Desculpe, mas deve haver engano. Eu sou Flávia, a freira!

- Sim, minha filha, e ganhastes o paraíso. Leva esta túnica de linho...

- Não pode ser! Eu conheço a outra Flávia, Senhor. Era taxista, vivia na minha cidade e era um desastre! Subia as calçadas, batia o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou, apesar das multas e repreensões policiais. E quanto a mim, passei 65 anos pregando todos os domingos na paróquia. Como é que ela recebe a túnica com fios de ouro e eu esta?

- Não há nenhum engano - diz São Pedro. É que, aqui no céu, adotamos uma gestão mais profissional do que a de vocês lá na Terra...

- Não entendo!

- Eu explico. Já ouviu falar de Gestão de Resultados? Agora nos orientamos por objetivos, e observamos que nos últimos anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas dormiam. E cada vez que ela conduzia o táxi, as pessoas rezavam!


Resultado é o que importa!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

terça-feira, 31 de maio de 2011

Josep Guardiola é o meu gestor do mês!

Márcio Lopes, 31.05.2011

Quem nunca fez um comparativo entre o mundo corporativo e alguma atividade esportiva? Eu, com certeza, não vou ser o primeiro nem vou ser o último, então vamos nessa. Mesmo que você não goste, não entenda e nem dê a mínima “lhufas” para o esporte mais popular do mundo, o futebol, ou mesmo só se dê conta e passe a acompanhar em Copa do Mundo, já ouviu ou leu sobre o Barcelona Futebol Clube. Parabéns ao clube que vem de uma final arrasadora na Champions League, humilhando o Manchester United. E que jogo, que campeonato, que time. Parabéns ao grupo pelo previlégio que nos tem dado em ver as suas apresentações.

Mas, ao ver a partida e, consequentemente, a premiação, não pude deixar de admirar e começar a olhar com mais atenção algumas figuras deste espetacular time, que, com toda certeza, nos fazem remeter ao nosso mundo corporativo.

Josep Guardiola, uma prata da casa, um treinador (gestor) que não teve grandes experiências anteriores, mas que recebeu um voto de confiança para dirigir uma equipe com projeção global. Ele começou de baixo e logo lhe foi dado o maior desafio da sua vida, o de dirigir o Barça. Um time repleto de estrelas, com vaidades, manias, necessidades de títulos, torcedores fanáticos, todo um mundo corporativo e seus complexos steakholders envolvidos. E que pressão! E o que nosso amigo fez? Assumiu o desafio e foi além! Trouxe de imediato, resultados fantásticos e, acima de tudo, conseguiu trazer a magia e o espetáculo de se ver futebol.

Como o próprio site do Barcelona diz “Guardiola só entende uma forma de jogar futebol, que é atacar, manter a posse e passar a bola para que a outra equipe tenha de correr atrás dela. Essa é a maneira que seu Barça joga, assim como fiz com o Atletic Barça, e eles tiveram mais posse de bola e mais chutes ao gol do que praticamente todas as equipes contra as quais jogaram. Ele aprecia o talento de seus jogadores, mas ele coloca o trabalho duro e do sacrifício individual para a causa comum em primeiro lugar. Ele vê o futebol como um esporte em que a equipe tem a responsabilidade final pelos resultados e por isso é também o líder do esquadrão (www.fcbarcelona.com ).”

O time tinha em campo quase que 70% de jogadores vindos das divisões de base. E o que isso significa? Significa que a paciência, o investimento, o treinamento e o desenvolvimento de seus jovens talentos transformou aqueles jovens promissores em uma atual realidade. Tendo, atualmente, alguns dos melhor do mundo entre eles. Sendo, inclusive, a base da seleção nacional campeã do mundo na última Copa. Um time que está junto há algumas temporadas, mesmo com algumas derrotas.

Olhe a sua volta e veja na sua Organização o alto índice de turnover ou o número excessivo de profissionais vindos de fora, que não incorporaram a “cultura”, o “DNA” da Organização e que passam uma chuva por lá até serem “convidados” para um novo desafio. Buscar o equilíbrio dentro da equipe é o ponto chave para resultados de médio e longo prazos.

Quando o jogo estava para terminar, ele (Guardiola) convoca o Capitão e um dos líderes do time, Puyol, que estava contundido nesta última partida, para entrar e jogar os 15 minutos finais e por a braçadeira de Capitão e levantar a taça do jogo mais importante. Reconhecendo a efetiva importância do líder em campo. E o que faz Puyol na hora de receber a taça? Passa a braçadeira para Abidal, jogador que teve um grave problema no meio da temporada, se abstendo do momento máximo do time naquele momento. Que senso de grupo é esse? Que grupo é esse que tem os melhores dos seus respectivos países e ainda consegue ter a humildade e o sacrifício pelo grupo? Que animação e vibração é aquela que todos tinham quando faziam um gol? Conseguimos ter este espírito competitivo e companheiro na nossa Organização?

O que falar então da forma de jogar? Entra jogador sai jogador e o time tem um padrão. Os processos e os resultados são os mesmos. A disciplina e, acima de tudo, o senso comum de todos é a coletividade, apesar de espetaculares jogadas individuais. Mas somente quando existe a possibilidade real. E como está o seu senso de coletividade no grupo? Sabe onde seu time quer e pode chegar?

É um time que chega a humilhar o outro sem se mostrar arrogante. Simplesmente jogando um futebol limpo, objetivo e, acima de tudo, focado no resultado: a vitória! Um time que não joga sujo, faz poucas faltas e prova que pode ser campeão seguindo a filosofia romântica do futebol.

E ai vem o meu questionamento, em que time você joga ou quer jogar? Tá a fim de que sacrifícios ou investimentos pelo grupo? Já teve um “Guardiola” como treinador?

Uma boa semana para todos!

Disponível em http://genteemercado.com.br/2011/05/31/josep-guardiola-e-o-meu-gestor-do-mes-2/