terça-feira, 31 de janeiro de 2012
FANTÁSTICO KHAN ACADEMY
http://www.khanacademy.org/
Tem alguns em português também:
http://www.fundacaolemann.org.br/khanportugues/
Bons estudos!
André Coelho
domingo, 29 de janeiro de 2012
Kodak, as ameaças de um negócio
*Marcos Morita
A centenária Kodak, outrora líder inconteste do mercado fotográfico, pediu concordata na semana passada com o objetivo de sanar uma dívida de quase sete bilhões de dólares. Vítima do próprio sucesso, não conseguiu realinhar seu modelo de negócios, sucumbindo à tecnologia digital. Apesar dos esforços no lançamento de novos produtos, venda de ativos e corte de despesas, o fato é que sua imagem está e sempre estará ligada a fotografia analógica, tal como conheceram os amantes da fita cassete, do vinil e do rádio de gaveta.
Uma época mais romântica, a qual começava com a escolha da marca do filme, número de poses – 12, 24 ou 36 – assim como a asa para os mais entendidos. Inseri-lo na máquina exigia também certa habilidade. Em uma viagem, não raro tínhamos que procurar pontos de venda de filmes, quase tão banais quanto encontrar cigarros. A primeira missão na volta era revelá-los, cuja empolgação era quase igual a do embarque. Enfim o grande dia, reunir a turma para rir e compartilhar os bons momentos vividos.
Em todas as etapas, desde a compra do filme, revelação e impressão das fotos, a marca Kodak estava presente. Seu domínio e verticalização era tamanho, que acredito poucos consigam citar o nome de mais de um concorrente. Centenas de milhares de funcionários envolvidos nesta operação, nos mais diversos departamentos e unidades de negócios, às vezes por décadas, em todo o globo. Para estes indivíduos, acreditar no fim da fotografia como conheceram era algo insano, assim como apregoou Theodore Levitt em seu artigo: miopia de marketing, sobre os magnatas das ferrovias, os quais nunca imaginaram que seus brinquedos pudessem ser ultrapassados por outros meios de transporte.
O planejamento tem algumas ferramentas, as quais podem ser utilizadas para a análise de cenários, dentre as quais trago a matriz de incertezas estratégicas, a qual categoriza em quatro quadrantes os riscos futuros, classificando-os conforme seu impacto e probabilidade de ocorrência. Vejamos, começando do menor para o maior, concentrando-se naqueles com alto impacto. Baixa probabilidade e impacto: devem ser monitorados periodicamente pela empresa, porém sem maiores investimentos.
Alta probabilidade e baixo impacto: além do monitoramento, uma análise mais profunda deve ser necessária, porém sem necessidade de implementá-las. Baixa probabilidade e alto impacto: monitoramento, análises e estratégias de contingência devem ser desenvolvidos. O setor de turismo e o real valorizado, assim como as exportações de commodities e o crescimento da China, talvez ainda aproveitem de longos períodos de bonança, porém serão seriamente impactados, em caso de mudanças macroeconômicas mais severas.
Alta probabilidade e alto impacto: além das ações anteriores, estratégias de reação e criação de forças-tarefa podem ser necessárias. Software livre, computação em nuvem, smartphones, aplicativos e desenvolvedores estão mexendo com a Micosoft, a qual apesar do monopólio do Windows, corre para reduzir o atraso nestas tecnologias. Quem esteve em uma lanchonete do Mc Donalds nos últimos tempos pode ter se surpreendido com a oferta de produtos saudáveis, tais como saladas e frutas. Sinal dos novos tempos.
Voltemos algumas décadas no túnel do tempo. Uma reunião de planejamento na antiga Kodak poderia colocar a então incipiente tecnologia digital como baixo impacto, talvez como alta probabilidade. O envolvimento até o pescoço com a tecnologia vigente, o medo de perder o emprego e a soberba – característica típica dos líderes de mercado – pode ter sido alguns dos motivos para que deixassem passar a janela de oportunidade, representada pela fotografia como hoje conhecemos. Chorar pelo leite derramado não mais resolverá. O melhor remédio foi e sempre será avaliar os cenários antes de tomar decisões ou pior ainda, ignorar as ameaças.
Aprenda como tornar sua rotina de trabalho mais apaixonante
Há quem faça dos dias úteis uma verdadeira contagem regressiva para que o fim de semana chegue logo. Motivo? A paixão por aquilo que faz já se foi há muito tempo. No lugar, sobraram uma sucessão de tarefas e horas entediantes, sem muito sentido como um todo.
Mas, de acordo com especialistas, é possível mudar este cenário e se apaixonar pelo seu trabalho novamente – mesmo que sua carreira não esteja entre as mais felizes. Confira cinco dicas práticas para você tomar ainda hoje e começar a próxima semana, o mês e (para alguns) até o ano, com uma nova perspectiva sobre a maneira como você lida com os dias que compõem a sua carreira:
1. Assuma a própria pele - De acordo com os especialistas, o primeiro passo para transformar a sua rotina de trabalho e torná-la digna de olhos brilhantes é compreender a si mesmo. Você precisa definir claramente quais são seus talentos e paixões. Em outros termos, aquilo que você faz com excelência e o que move você.
“Muitas pessoas querem ser algo que não conseguem, fingem ser o que não são e passam a viver na mentira”, diz a psicoterapeuta Claudia Riecken, presidente da Quantum Assessment."Você tem que ser de verdade. Tem que se aceitar e se sentir à vontade na própria pele".
2. Faça amigos - Essa é a base, segundo a especialista, para que você possa ter um bom relacionamento com as pessoas que passam boa parte dos dias úteis ao seu lado. Segundo a especialista, aceitar seus colegas de trabalho e manter um relacionamento harmonioso com eles é outra atitude essencial para que sua rotina profissional seja mais leve.
3. Assuma desafios - Ciente de seus talentos, não tenha medo de assumir os desafios que aparecerem na sua área de atuação. "Estar na zona de conforto não é problema, é importante estar confortável em algumas situações. O perigoso é ficar estagnado", afirma a especialista. De acordo com ela, os desafios profissionais assumem um papel de mola propulsora de qualquer carreira.
4. Esteja pronto para aprender – Neste processo, tenha disposição para aprender. "Uma aprendizagem nova nos faz sentir mais preparado para a vida. É quase como se fosse um prêmio por estar aberto para o desenvolvimento", afirma a especialista.
sábado, 28 de janeiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Que Ipad nada, queIra um Moleskine!
Semana passada revi um filme que adoro – Dança com Lobos. E a partir dele minha memória puxou para uma série de outros, como Indiana Jones, fotos e artigos de Vincent Van Gogh, Pablo Picasso, Ernest Hemingway, onde eles usavam um elemento que sempre indico para os profissionais que aconselho sobre suas carreiras e trajetórias profissionais: o uso de um caderno sem pauta, o clássico modelo Moleskine. Para aqueles que não são tão inteirados, este modelo de caderno (o original) possui uma capa dura envolvida em um material impermeável, cantos arredondados, uma tira elástica para mantê-lo fechado/aberto e uma lombada que permite permanecer plana quando aberta. Já lembraram?
No atual mundo dos ipads, smartphones, notebooks, netbooks, e por ai vai, onde está o nosso arquivo pessoal de ideias, sentimentos, percepções individuais e íntimas? Cadê o nosso velho diário pessoal? Já repararam que brilhantes artistas, escritores, inventores e profissionais das mais diversas categorias ao lançarem as suas biografias ou mostrarem ao mundo as suas criações vemos que os “rascunhos” vieram deste caderninho?
Estamos dependentes de formulários, tabelas, softwares de gerenciamento de projetos, administradores do tempo e produtividades, e uma infinidade de coisas onde o que sempre queremos é o mais fácil, o mais rápido, o já pronto, e estamos perdendo com o tempo a nossa capacidade de preenchermos e o que fazermos com a nossa página em branco.
Ao iniciar um projeto de coaching ou planejamento de carreira, a primeira coisa que faço é entregar um caderno em branco, sem pauta, o nosso “moleskine”. E a grande maioria dos profissionais pergunta logo em seguida pelos formulários que vou preencher, como será o final do trabalho, e por ai vai, já querem o resultado final antes mesmo de rascunharem a sua obra. E ficam perplexos com um caderno em branco sem pauta.
Aconselho sempre que mantenha este material onde quer que vá. Seja em um ambiente corporativo, pessoal, viagem, pois será nele que registrará sobre a sua vida/carreira. Nele divida consigo mesmo as suas percepções sobre o que acontece a sua volta, seus projetos pessoais e profissionais, suas percepções sobre os lugares e pessoas, sua carreira, enfim converse mais com você mesmo através deste grande amigo, o nosso caderno sem pauta.
Até mesmo porque com a pauta, até o tamanho da nossa letra é determinado por alguma coisa e somos inibidos por estas “fronteiras” a desenvolvermos o nosso próprio mapa mental. Mapa este nosso, somente nosso, de outro somente se quisermos compartilhar. E não corremos o risco de faltar lugar para carregar a bateria ou não termos um sinal de internet para fazer o nosso registro. Pois nele é permitido uma séria de possibilidades: escrever, desenhar, colar, o que você quiser fazer.
Comece este ano a fazer isso, guarde e volte a consultá-lo sem medo de algum vírus ou algum problema no HD corrompê-lo. E veja como sua percepção sobre você irá mudar.
E, no happy hour de hoje, tome um bom vinho e comece a conversar com você desenhando no seu caderno sem pauta. Garanto que uma viagem fantástica terá inicio.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Propaganda para viajar de onibus: bom exemplo de trabalho em grupo!
Direto da nossa página no Youtube!
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
05 coisas que você nunca deve dizer em uma negociação
Todo executivo passa algum tempo barganhando, seja com clientes, fornecedores, investidores ou funcionários. Muitos empresários parecem ter, naturalmente, um bom desempenho em uma negociação. Provavelmente, você tem um truque ou dois e algumas frases mágicas que costumam ajudar nessas horas. Só que ninguém é infalível. As coisas podem dar errado quando acontece um descuido. As dicas abaixo ajudam a manter em mente o que nunca pode ser dito para garantir o melhor negócio, com as melhores condições.
1. A palavra “entre” – Muitas vezes parece razoável estabelecer uma possibilidade de escolha. Com um cliente, isso pode significar dizer "eu posso fazer isso por um preço entre R$ 10 mil e R$ 15mil". Em uma potencial contratação, você pode se sentir tentado a dizer: "Você pode começar entre 1 de fevereiro e 15 de fevereiro". Mas esta expressão "e o estabelecimento de que é possível fazer uma escolha" tende a ser o equivalente a uma concessão. E qualquer negociador inteligente com o qual você esteja lidando vai rapidamente escolher o preço mais barato ou o prazo mais distante. Em outras palavras, você automaticamente fez uma concessão sem ganhar nada em troca.
2. "Acho que estamos quase lá" – Todos já passamos por isso: aquele momento em que se quer tanto fechar um negócio, que acabamos sinalizando ao interlocutor – o equivalente a dizer “estou pronto, vamos seguir em frente”. O problema de chegar a esta encruzilhada e anunciar que está lá é que você indicou que o valor de chegar a um acordo é maior do que alcançar o que realmente deseja. Um negociador hábil do outro lado da mesa pode muito bem usar este momento como uma oportunidade para negociar mais concessões. A menos que você consiga encarar a pressão do tempo, você não deve ser o primeiro a apontar que o relógio está girando. Crie você uma situação na qual o interlocutor com quem esteja negociando fique ansioso para finalizar a negociação. Ou, pelo menos, mais ansioso do que você.
3. "Por que você não me dá um número?" – Muitos acreditam que você nunca deve ser o primeiro em uma negociação a citar um preço. Deixe o outro lado iniciar a licitação, dizem os pensadores, e mais hora menos hora ele será forçado a mostrar sua carta na manga, o que dará uma vantagem a você. Entretanto, pesquisas indicam que o resultado de uma negociação fica muitas vezes mais perto da primeira proposta feita do que o número que a outra parte tinha em mente. Logo, o primeiro número proferido em uma negociação (contanto que não seja ridículo) tem o efeito de “ancorar a conversa.” E, por isso, seu papel na negociação pode ser importante. No livro "Negociação", os autores Adam D. Galinsky da Northwestern Kellogg School of Management e Roderick I. Swaab afirmam: "Descobrimos que o resultado final de uma negociação é afetado pelo fato de o comprador ou o vendedor fazer a primeira oferta. Quando um vendedor faz a primeira oferta, o preço final tende a ser maior do que quando o comprador faz a primeira oferta." Aprendeu?
4. "A decisão final é minha" – No início das negociações, alguém normalmente pergunta: "Quem são as pessoas mais importantes do seu lado? Todos nesta sala estão envolvidos na decisão?" Para a maioria dos executivos, a resposta, claro, é sim. No entanto, principalmente nas negociações com organizações maiores, esta pode ser uma armadilha. Você deve estabelecer logo no início da conversa que existe uma autoridade superior, a quem deve consultar antes de bater o martelo. No caso do presidente de uma empresa, esta instância maior pode ser um investidor-chave, um parceiro ou os membros de seu conselho de administração. O ponto é, mesmo quando a decisão é apenas sua, você não quer que os negociadores saibam que você é o responsável pela decisão final. Caso fique “encurralado” na negociação, esta é uma boa desculpa para conseguir um prazo antes de dar sua resposta final. Especialmente em um negócio de alto risco, um prazo de 24 horas para pensar nos termos do negócio pode ser uma (enorme) vantagem estratégica.