segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Congresso Global do PMI

Mensagem enviada através do FGV Management Network
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De: André Bittencourt Do Valle
Assunto: Congresso Global do PMI

Prezados amigos,

estive na semana passada no Congresso Global do PMI, realizado em Washington, DC. Foi uma oportunidade única para conferir as principais tendências relacionadas com o gerenciamento de projetos.

Encontrei vários colegas da FGV lá, tais como Ricardo Viana Vargas, Mauro Sotille, Américo Pinto e Margareth Carneiro.

O congresso foi aberto com uma palestra do Presidente Bill Clinton, que declarou estar "fascinado por Gerenciamento de Projetos". Vargas gravou e disponibilizou no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=m3aTUaQtny8&feature=related

Algumas palestras tiveram bastante repercussão. Por exemplo, o GPM é a maior novidade em técnicas de cronograma desde o CPM (que fez 50 anos em 2007). O GPM é uma técnica gráfica para calcular cronograma numa tacada só (sem idas e voltas), e com a participação dos stakeholders. O descritivo da técnica GPM pode ser acessado no site http://www.pmatechnologies.com, e uma ferramenta que o implementa pode ser baixada aqui: http://bit.ly/netpto [André Choma]

Aproveito para enviar algumas fotos que tirei no evento.

Um grande abraço,

André Valle
Coordenador Acadêmico

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Na oportunidade, o nosso coordenador entregou ao Professor Ken Rose cópias dos nosso trabalhos de Gerenciamento da Qualidade, além de gravar uma mensagem do mestre para todos os alunos da FGV.

Veja o video na nossa página no You Tube (
http://www.youtube.com/user/TurmaGP14FGVBa)




terça-feira, 2 de novembro de 2010

Resenha: “Gerenciamento da Comunicação em Projetos”


Autores: Lúcio Edi Chaves; Fernando H. Silveira Neto; Gerson Pech; Margareth dos Santos Carneiro


O livro Gerenciamento da Comunicação em Projetos destina-se a todos que precisam aplicar, de forma eficaz, o processo de comunicação nas atividades de seu projeto. No âmbito desses projetos, os gerentes necessitam interagir com grupos diversificados, e aqueles mais bem-sucedidos são os que reconhecem as armadilhas representadas pelas características específicas de cada grupo ou indivíduo, o que elas podem representar para a comunicação e, em função disso, estabelecem pontes para atravessá-las. O livro trata a comunicação tanto como um processo, no qual devem ser usadas técnicas e ferramentas, como uma habilidade, que, como tal, pode ser desenvolvida com a prática e o aprimoramento contínuo.

São discutidas as várias barreiras que precisam ser superadas pelos gerentes de projeto, tanto sob os aspectos comportamentais, organizacionais e técnicos, bem como são assinaladas recomendações para superá-las.

O texto aborda separadamente os três processos prioritários para a gestão da comunicação: o planejamento, a execução e o controle da comunicação.

No primeiro, são assinalados os objetivos gerais de um plano de comunicação e como fazer para implementá-lo. Ao planejar as comunicações, deve-se identificar as necessidades de informações e discutir o plano de comunicação com os interessados, tornando-o mais aderente ao nível desejado pelos mesmos quanto ao detalhamento, mídia, periodicidade e outras necessidades.

Já no processo de execução do plano apresenta-se a questão da distribuição das informações quando surge, normalmente, a maior parte dos problemas e exceções. Discute-se a coleta, sistematização e a distribuição das informações apropriadas durante o projeto como um grande problema para o gerente de projetos e sua equipe, que deve ter disciplina e persistência nessa prática. Nesse capítulo, discute-se não só a visão das ferramentas eletrônicas usualmente empregadas, como também o ponto de vista das técnicas face-a-face, de grande poder de comunicação, mas que requerem, por outro lado, um maior conjunto de habilidades pessoais por parte do gerente do projeto.

Por último, na parte que trata do controle e monitoramento das comunicações, o texto apresenta abordagens voltadas para os relatórios de desempenho do projeto. Em geral, as informações sobre o desempenho incluem o modo como os recursos são usados para atingir os objetivos do projeto, fornecendo informações sobre escopo, cronograma, custo e qualidade.

Neste capítulo, são analisadas as principais características deste relatório e mostra-se como, a partir deste documento, o projeto pode ser controlado. O progresso do projeto precisa ser informado para que possa ser controlado. O fato é que, a partir de uma visão clara do comportamento das variáveis críticas do projeto, existem condições de se propor mudanças e corrigir os rumos para que os objetivos possam ser alcançados e, com esta finalidade, são apresentados alguns exemplos de relatórios.

Concluindo-se o controle da comunicação, são discutidas as necessidades de Gerenciamento das Partes Interessadas (stakeholders), por meio de técnicas e ferramentas tais como reuniões de projeto, apresentações e outras abordagens face-a-face, que permitem uma interação e avaliação da eficácia de como a comunicação é desenvolvida.

O livro tanto cumpre a finalidade de um livro-texto, para os que se aperfeiçoam em Gerenciamento de Projetos em nível de pós-graduação, como permite, aos demais interessados e envolvidos em ambientes de projetos conhecerem as características mais críticas deste importante processo gerencial.

Gerenciamento da Comunicação (UVB)

Faculdade On-Line UVB
Administração de Projetos
Aula Nº 10 – Planejamento da Comunicação


O bordão de um apresentador de TV ficou muito conhecido em sua época, pois dizia o seguinte: “quem não se comunica se trumbica”. Este raciocínio é perfeitamente válido também para o ambiente de projeto.

O gerenciamento da comunicação é uma das funções essenciais na administração de projetos, a qual pode influenciar dramaticamente em seus resultados.

Uma das principais atribuições do administrador de projetos é manter informados os stakeholders (equipe, patrocinador, cliente, fornecedores, entre outros) em relação ao progresso do projeto, pois ao longo do projeto será produzida uma grande quantidade de informações, as quais informarão Administração de Projetos a respeito do seu andamento.

A melhor forma de se manter informados todos os envolvidos com o projeto é desenvolver um plano de comunicações e implementá-lo adequadamente.

Para executar esta atividade, o administrador do projeto deve analisar as necessidades de informação de cada um dos envolvidos de modo que possa desenvolver um plano que informe o status e as previsões relativas ao desempenho do projeto durante todo seu ciclo de vida.

Desta forma, o gerenciamento da comunicação no projeto trata da geração, coleta, formatação, armazenamento e distribuição da informação, de maneira que esta possa ser utilizada convenientemente por quem a receber.

Neste processo, o tempo é variável muito importante. É preciso ter em mente que os stakeholders devem receber informações atualizadas para que possam decidir a partir delas. A comunicação mantém todos os envolvidos em circuito permanente, pois evita surpresas desagradáveis e constrói confiança no progresso e sucesso do projeto.

Normalmente, as pessoas não reclamam por receberem muita informação, mas se ressentem de receber menos informação do que julgam necessário. Por isso, o Plano de comunicações é vital para o sucesso do projeto.

Nos projetos pequenos, o processo de comunicação é simples e não requer muito esforço. A comunicação torna-se mais complexa à medida que os projetos aumentam de tamanho e envolvem mais pessoas. Grandes projetos exigem planejamento antecipado, principalmente considerando as necessidades específicas de cada stakeholder.

Comunicar eficientemente significa fornecer a informação necessária (e nada mais) na hora certa, e no formato certo.

Pontos importantes a considerar:

Alguns pontos devem ser observados ao se elaborar um plano de comunicações do projeto:

1 Mantenha a informação o mais simples possível;
2 Identifique todos os stakeholders internos e externos;
3 Forneça a informação no momento em que é necessária;
4 Saiba ouvir;
5 Planeje bem as apresentações;
6 Elabore relatórios de progresso;
7 Evite impor barreiras;
8 Procure deixar acessíveis as informações essenciais: faça indexações e utilize, na medida do possível, arquivos on-line, atualizando-os regularmente.

Etapas do processo de Gerenciamento da Comunicação

Todos os envolvidos no projeto devem estar preparados para receber e enviar informações de modo que entendam que a comunicação afeta o projeto como um todo.

De acordo com o PMI, podemos desdobrar o processo de comunicação do projeto em quatro tópicos principais:

Planejamento da comunicação - Analisa as necessidades de informação de cada stakeholder – quando e como eles devem recebê-la.

• Distribuição da informação - Processo pelo qual a informação é fornecida no momento certo para o stakeholder que necessitar dela.

• Relatórios de desempenho – Servem para coletar a informação de progresso do projeto e distribuí-la de maneira que seja útil.

• Fechamento administrativo - Obtém e distribui a informação necessária para encerrar o projeto ou uma fase sua.

Noticias do Blog

Para a galera que ainda está debruçada sobre o trabalho de Gerenciamento de Riscos, acabamos que lançar 02 postagens sobre o assunto.

Para o nosso Lider e aniversariante do mês, faremos também algumas postagens sobre o Gerenciamento da Comunicação em Projetos.

Abraços,

CG

Gerenciamento de risco (UVB)

Faculdade On-Line UVB
Administração de Projetos
Aula Nº 8: Gerenciamento do risco em projetos


O gerenciamento do risco é atividade essencial e ocupa cada vez mais o tempo da agenda dos administradores de projetos.
Esta atividade de gerenciamento trata, fundamentalmente, de se tomar as melhores decisões em caso da ocorrência de situações indesejadas no projeto.

A maioria das pessoas tem um entendimento intuitivo do que significa risco, e as definições podem variar de pessoa para pessoa. Da mesma forma, os autores que tratam do tema podem ter conceitos que diferem no modo de se conceber um projeto, mas, contudo, conservando a sua principal essência.

Definição de risco em projetos

Podemos começar, definindo Risco como qualquer evento que tem potencial para afetar negativamente o projeto e dificultar a entrega dos produtos e serviços contratados. Diferentemente, uma oportunidade é um risco positivo uma vez que tem potencial para alavancar o projeto e melhorar seu desempenho. Deste conceito, concluímos que existem riscos positivos e riscos negativos. O administrador do projeto deverá permanecer atento a todas estas situações, tirando proveito das oportunidades e evitando ou reduzindo os efeitos dos riscos negativos.

O Risco em projetos tem basicamente três componentes:

• Um evento;
• A probabilidade de ocorrência do evento;
• O impacto do evento.

Gerenciamento do Risco

O processo sistemático de gerenciamento do risco é fundamental para o sucesso do projeto, pois assegura com que todos os riscos identificados sejam documentados, analisados, e que respostas às exposições de risco sejam encontradas, de maneira consistente para alcançar os objetivos do projeto.

Este processo se refere a eventos futuros, cujas exatas conseqüências são desconhecidas, e visam lidar com estas incertezas de maneira pró-ativa. Exatamente por ser pró-ativo em sua natureza, o gerenciamento do risco difere-se fundamentalmente do gerenciamento de crise ou de problema,o qual é reativo e requer uso intensivo de recursos, normalmente restrito a um conjunto limitado de opções disponíveis. Esta situação de escassez de alternativas se deve ao fato de que, tipicamente, as opções de solução de problemas se reduzem, quando temos pouco tempo para resolvê-las, o que é justamente a situação enfrentada pelo administrador do projeto, quando ocorrem fatos indesejados.

Os impactos negativos que estas opções de última hora causam no custo, no cronograma ou no desempenho, são maiores do que se elas fossem identificadas e tratadas com a devida antecedência.

A gestão do risco é conduzida inicialmente como parte da análise de viabilidade do projeto e documentada na proposta ou na análise de custo/benefício, pois nestes documentos estão definidos os objetivos do projeto. Esta análise é também conduzida durante todo o projeto para se
assegurar com que as mudanças nas circunstâncias sejam acompanhadas e controladas.

Se você souber com antecedência quais são seus riscos em potencial, com freqüência conseguirá mitigá-los, ou até evitá-los por completo.

Gestão de riscos em projetos

Gestão de riscos em projetos
(Cimento Itambé – Camila Braga - 16.08.2010)

Riscos são inevitáveis. Estar preparado para eles é o que faz a sua empresa se destacar no mercado


Prever o comportamento das bolsas de valores ou mesmo ter certeza sobre se a previsão do tempo vai se confirmar é algo que ainda não conseguimos fazer. Em contrapartida, podemos estar preparados para administrar resultados positivos ou negativos. A incerteza faz parte da rotina e disso trata a gestão de riscos: planejar ações e estar preparado para imprevistos.

O panorama atual é de um mercado globalizado e dinâmico, mas, ao mesmo tempo, incerto e turbulento. Com relação aos riscos, no entanto, as empresas brasileiras mantêm uma cultura de não fazer um planejamento prévio para eventuais surpresas e, caso elas ocorram, resolvê-las com base no improviso, o que pode afetar a rentabilidade da companhia.

O engenheiro e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), José Angelo Santos do Valle, co-autor da obra Gerenciamento de Riscos em Projetos, da editora Fundação Getulio Vargas, espera que essa posição dos gestores mude: “esperamos que a partir de agora as empresas substituam esse alto grau de improviso por um planejamento das suas ações, já que o improviso leva a um desperdício de recursos”.

Tipos de riscos

Os riscos podem ser classificados em diferentes grupos, de acordo com o tema que envolvem. O empresário e também professor da FGV, Alonso Mazini Soler, outro co-autor da obra Gerenciamento de Riscos em Projetos, exemplifica: “na construção de uma obra, por exemplo, você pode ter desde riscos técnicos, riscos legais, riscos de algum acidente até o risco de enfrentar a greve de algum sindicato local e ter a obra paralisada por alguns dias. É importante que a empresa se questione sobre a possibilidade de todos eles”.

Alonso Mazini ressalta ainda que nem todos os riscos são negativos: “há coisas que o acaso pode fazer acontecer e que podem trazer um impacto positivo para a vida da empresa, mas a grande sacada é aprender a lidar com o que não é certo e tirar proveito disso, seja potencializando os impactos positivos ou minimizando os negativos, e não deixar a empresa ficar a mercê do que não se tem controle”.

De acordo com o professor Angelo do Valle, não existe risco zero, sempre há a possibilidade de falhar de alguma forma. Toda e qualquer atividade tem seu risco, sejam riscos econômicos de operações financeiras, falhas técnicas de um projeto e até mesmo risco moral. “Quando você fala alguma coisa, há o risco de desagradar alguém, um parceiro, um colega de trabalho, um amigo. Acontece sem querer e sem planejar. Temos que estar preparados para a surpresa, que é inevitável. Ajustar-nos para não perder dinheiro com essas oscilações é gerenciar os riscos do cotidiano”.

Como gerenciar os riscos

Para auxiliar na gestão de riscos existem softwares específicos, empresas de consultoria e inclusive uma disciplina sobre o assunto nos cursos de especialização em gestão empresarial. “Mas o passo a passo pode ser feito até num pedaço de saco de pão”, afirma o professor Angelo. E ensina como deve ser um esquema básico para isso:

identificação de riscos -> análise de riscos -> plano de ação -> monitoramento de riscos

Na fase de identificação dos riscos, a empresa deve se perguntar o que é que pode dar errado naquele determinado projeto, com base em informações vindas de três fontes: visão dos recursos do projeto, visão dos clientes e documentação de avanço do projeto. “Adotando uma metodologia questionadora, a organização se compromete a levantar todos os possíveis ‘pode ser’, como: pode ser que meu material seja de má qualidade, pode ser que passe a vigorar uma lei contrária aos meus interesses, pode ser que meu empregado falte por motivo de doença, pode ser que chova por uma semana e as obras tenham que ser suspensas”, enumera o professor Mazini.

Já na fase de análise de riscos é feita uma ponderação. De todos os riscos levantados, com quais a empresa deve se precaver? O objetivo da gestão de riscos é evitar que a empresa perca dinheiro com o acaso, porém seria ilógico investir sem necessidade em planos B. Por isso, o gestor deve analisar, dentre os riscos levantados na fase anterior, aqueles com maior impacto e maior probabilidade de acontecer e para esses elaborar um plano de ação, que vai variar conforme o risco e a empresa.

Por fim, é importante lembrar que o processo de gerenciamento de riscos implica um contínuo monitoramento. Ainda que os processos dentro de uma empresa não aconteçam de forma isolada, cada parte possui impactos e ameaças diferentes diante de cada risco. Portanto, o processo de gestão de riscos é cíclico, a cada nova etapa é necessário analisar os novos impactos e questionar novos riscos. Tudo para estar preparado para o acaso.

Entrevistados

Jose Angelo S. Valle
- Engenheiro Civil, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
- Consultor de empresas nacionais e multinacionais em Gerenciamento de Projetos.
- Professor e coordenador Acadêmico do Curso MBA em Gerenciamento de Projetos da Fundação Getulio Vargas (FGV).
- Co-autor do livro “Gerenciamento de Riscos em Projetos” da Editora FGV.
- Participou da elaboração da Norma Internacional ISO 31000, da International Standards Organization, com correspondente na ABNT – NBR 31000, sobre Gerenciamento de Riscos.
- Foi um dos introdutores no Brasil da metodologia internacionalmente reconhecida e consagrada do PMI – Project Management Institute, o maior grupo formalmente organizado de Gerentes de Projeto do mundo.
- Fundador e ex-presidente da Seção Regional Rio de Janeiro do PMI.
- Conferencista. Apresentou diversas palestras e trabalhos em todo Brasil, nos Estados Unidos e na Europa, sobre Gerenciamento de Projetos.

Alonso Mazini Soler
- Sócio diretor da J2DA Consulting.
- Doutor em Engenharia de Produção pela POLI-USP.
- Trabalhou 14 anos nos ambientes de projetos, consultorias e educação da HP e IBM Brasil.
- Atualmente ministras aulas para os programas de MBA em Gerenciamento de Projetos da FIA-USP e FGV.
- Pensador e crítico das práticas atuais do moderno Gerenciamento de Projetos. Contato: amsol@j2da.com.br

Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57

sábado, 30 de outubro de 2010

Cinco Ps para estratégia (The 5 Ps for Strategy)

Em homenagem ao Prof. Navarro que mais uma vez presenteia os alunos da FGV Salvador com sua aula, uma rápida pincelada sobre o conceito dos 5P da Estratégia, por Henry Mintzber.

Enjoy!

CG


1º P - STRATEGY AS PLAN (A ESTRATÉGIA COMO PLANO)

É a figura, ou conceito, mais comumente relacionado à estratégia. É entendida como um tipo de ação, ou formulação de diretrizes, que indicam caminhos para resolução de questões, como uma organização que “elabora estratégias” para aumentar sua participação de mercado.

Desta forma, por essa definição, estratégia possui duas características essenciais: confecção voltada ao uso e aplicação de acordo com seu propósito; e desenvolvimento consciente e específico (uso determinado). Ainda podem ser identificadas outras vertentes para a definição de estratégia como Plano, por exemplo:

MILITAR: estratégia é entendida como “desenho de um plano de guerra...plano individual de campanhas, e o respectivo engajamento das partes” (von Clausewitz, 1976:177) (adaptado).

TEORIA DO JOGO: a estratégia é “um plano completo, que especifica que escolhas poderão ser feitas (pelo jogador) a cada situação possível.” (von Newman e Morggenstain, 1944:79).

ADMINISTRAÇÃO: “a estratégia é ampla, abrangente: um plano integrado ... que se destina a assegurar que os objetivos básicos da empresa sejam atingidos.” (Glueck, 1980).

2º P - PLOY (MANOBRA)

Ainda como Planos, então, as estratégias podem ser gerais ou podem ser específicas. Desta forma a estratégia também pode ser considerada como uma Manobra (ploy), funcionando especificamente como um “estratagema” que visa enfraquecer ou derrubar oponentes ou outros competidores. Como exemplo pode-se citar a construção de uma nova planta industrial por uma empresa que objetiva a conquista de novos mercados. Neste ponto, a real estratégia não está na abertura de uma planta, mas no significado que essa Manobra representa aos demais concorrentes.

De fato, há uma boa parcela da literatura sobre gestão, ou administração, que geralmente levam a entender estratégia como processos de barganha, focando apenas os aspectos mais dinâmicos e competitivos. Esse aspecto pode ser observado nas literaturas sobre administração e negócios e conta com adeptos de renome como Porter, onde se ressalta o livro competitive strategy, 1980, e Schelling no livro The Strategy of Conflict, também de 1980.

3º P - STRATEGY AS PATTERN (ESTRATÉGIA COMO PADRÃO)

Se Estratégia pode ser entendida como Planos gerais ou Manobras específicas, eles também podem ser realizados, em outras palavras, atribui definição aos Plano, resultando em um comportamento, assim o Padrão, aqui relacionado com o comportamento e com ação, ou conjunto de ações, do Planejamento. Esse exemplo pode ser melhor retratado como o Padrão adotado por Henry Ford, no seu modelo T, oferecido apenas na cor preta, ou seja esta definição é coerente com o comportamento decidido pela organização, sendo ele ou não questionável.

Podemos inferir que Estratégia é um procedimento Padrão, em ação, ou seja é a colocação em prática da estratégia. A ação Padrão, confere consistência ao comportamento, podendo até ser rotulado como a própria estratégia. Dessa forma, pode-se diferenciar Plano e Manobra do Padrão.

Entretanto, mesmo a partir do Plano, até a colocação de um Padrão de comportamento, outros vetores externos e alheios às vontades da organização podem sugerir alterações prévias à execução de desse mesmo Padrão. Dessa forma pode-se entender que o Padrão de ação, ou de comportamento, também sofrerá alterações do meio ambiente, concluindo que a ação não é só aquela projetada, mas a que realmente foi realizada, ou seja o Padrão efetivamente empregado.

Contudo, se há estratégias, para que emprega-lás? Esse questionamento vem sendo debatido por diversos escritores sobre o enfoque do uso de recursos (senti amplo), mas sempre permanecendo a questão: que recursos e para que propósitos? A empresa pode colocar como Padrão de marketing produtos apenas pintados em uma cor, mas certamente isso dificilmente seria identificado como uma estratégia pelos observadores.

- Planed strategy: as ações são instruções precisas, formuladas e articuladas por uma liderança central, de forma altamente deliberativa

- Entrepreurial strategy: advém das intenções pessoais do comando da empresa, que bus alternativas para oportunidades. Relativamente deliberadas, podem ser emergentes.

- Ideological strategy: as intenções são coletivas, advindas de todos os membros da organização. Também são deliberadas.

- Umbrella strategy: onde o líder da empresa possui controle parcial sobre as definições do planejamento e metas, repassando parte o definição de alguns padrões a outras partes da empresa. Podem ser parcialmente emergentes e parcialmente deliberadas. Se utiliza da manobridade para colocação do melhor Padrão de ação.

- Process strategy: o líder controla o processo estratégico como um todo, deixando as etapas sobre controle de outros. Em parte deliberada e em parte emergente.

- Disconected strategy: as definições são próprias de cada parte da organização, que mesmo parecendo uma ação disconecta, deliberam uma padrão geral para organização.

- Consensus strategy: de natureza emergente, é a ação mútua dos formadores da organização no estabelecimento de padrões de comportamento e ação.

- Imposed strategy: sob pressão externa, as organizações absorvem demandas para formular seus padrões de comportamento.

P - STRATEGY AS POSITION (ESTRATÉGIA COMO POSIÇÃO)

Este conceito trata da estratégia como a Posição onde se localizam as empresas e organizações, os ambientes onde estão inseridas (visão da teoria organizacional). Estratégia, segundo esta visão, torna-se uma combinação de forças entre a organização e o meio ambiente onde ela está, ou seja, entre o ambiente externo e o ambiente interno da organização.

Em termos ecológicos, estratégia, neste contexto, significa o nicho onde se está localizado, do ponto de vista econômico significa um lugar em que se gera renda (retorno) e sob o enfoque da administração, significa o local onde o meio ambiente e os recursos são encontrados.

Esta definição, até o momento, combina com as outras vistas sobre os Ps. Pode-se sugerir um Plano ou uma Manobra de ação para a empresa, assim como um Padrão de ação.

Na teoria dos jogos ou sob o enfoque militar, indica o “jogo de duas pessoas”, entretanto na administração toma um contexto, sugerindo uma competição mais ampla, onde as Manobras são muito comuns, revelando a Posição como um “jogo de ‘N’ pessoas”, onde o próprio termo Posição se refere à característica de um único competidor.

5º P - STRATEGY AS PERSPECTIVE (PERSPECTIVA)

Enquanto no quarto P sobre planejamento, Posição (ou position) tem seu enfoque voltado ao ambiente externo, sob sólidas posições ambientais e seus reflexos, o quinto P, que pode ser entendido como Perspectiva, é voltado aos aspectos internos da organização.

Procura nas lideranças internas da organização mecanismos para formular estratégias de forma a ampliar e melhorar sua participação externa. Neste caso a estratégia consiste na Perspectiva, não só de escolha de posição, mas no modelo de entendimento do mundo que cerca a empresa.

Existem empresas que construíram sua imagem, em termos de marketing, como ideologias em torno de desse conceito, como a IBM, McDonald’s ou a Hewllet-Packard, neste último caso com o “HP way” (ou “o caminho/a forma HP” colocando como sentido a forma de conduta, sob o enfoque da perspectiva de comportamento interno e externo da empresa).

Ou seja, coloca parâmetros internos que os antropólogos identificam por cultura e os sociólogos por ideologia, uma forma de ação que define o modus operandi da organização. Talvez a melhor definição tenha sido dada da tradução do alemão como “visão de mundo”, na interferência que o ambiente interno tem sobre o mundo que cerca a empresa.